Jejum, uma nova terapia?

Foi com muita satisfação que li o livro com o título acima em português. Já havia pesquisado sobre jejum no passado mas o melhor livro que encontrei sobre o assunto era em inglês e datava do século retrasado! Pois bem, esse livro e seu autor são muito mencionados e referenciados no livro atual do francês Thierri de Lestrade.

O jejum como terapia é contra-intuitivo. A intuição diz que, se você está fraco, lutando contra uma doença, tem que se alimentar para ter forças! O cachorro, quando fica mal, bebe água e vai para o canto dele descansar. Não adianta dar comida que ele não come.É digno de nota que nós temos o mesmo instinto:  não queremos comer nada quando estamos mal! Mas alguém sempre diz: você precisa se alimentar! E enfia uma colherada de algo na nossa boca.

Me deparei com o jejum por acaso, no youtube. A jovem dizia: “meu jejum de 21 dias”! Vinte e um dias sem comer nada, só bebendo água? “É maluca!”, pensei. E fui ver os 21 posts dela. E ela não era maluca. Nem a maioria dos links que pesquisei depois. Os depoimentos eram coerentes e era inegável que as pessoas estavam falando a verdade. Apesar disso, não pude acreditar e comecei a pesquisar mais. Comprei diversos livros da Amazon sobre jejum. Jejum para melhorar a auto-estima, para emagrecer, para meditar, para melhorar a saúde, etc. O melhor de todos foi: The No Breakfast Plan and the Fastin-Cure, do médico Edward Hooker Dewey (Plano sem café da manhã e a cura pelo jejum, em tradução livre). O melhor: baixei de graça porque os direitos autorais já expiraram! O livro foi escrito no século 19 e o copywright é do ano 1900, início do século 20!

Eu não tinha nada específico para melhorar na saúde mas fiquei tão impressionado que resolvi testar o jejum. Reservei uma semana em janeiro, quando não teria trabalho, e fiz uma última refeição no domingo à noite. Só voltei a comer na outra segunda-feira de manhã, 7 dias e 10 horas depois da última refeição. E passei muito bem! Imaginei que ficaria prostrado, na cama, levantando só para ir ao banheiro. Ledo engano. Depois do segundo dia, quando vi que estava bem, comecei a fazer caminhadas diárias de 3 quilômetros na praia de Copacabana, pela areia. Dirigi até Niterói para visitar meus pais. Quem me via na rua jamais imaginaria que eu estava há dias sem comer! E fiquei bem disposto, muito bem disposto. A única diferença é que seu nível de energia cai um pouco. Antes eu corria a lagoa inteira, durante o jejum seria capaz de fazer todo o percurso caminhando. Melhorei meu sono porque, apesar de beber muita água não acordava de noite para ir ao banheiro. Notei, também, que minha pele ficou mais resistente ao sol.

Há muitos depoimentos perfeitamente coerentes e sem interesses aparentes de pessoas que melhoraram muitos problemas de saúde com o jejum. Um que me impressionou muito foi de um jejum “curto” de apenas seis dias. O indivíduo disse que a artrite dele melhorou absurdamente. Passou a conseguir fechar as mãos e a subir escadas com facilidade. Pensei: tanta gente gastando tanto dinheiro e o jejum é uma terapia tão eficiente para tanta coisa e é de graça, melhor, até economiza dinheiro da comida por um tempo. Aí descobri porque isso não é divulgado. É porque não é pesquisado! Uma indústria da saúde que investe bilhões para desenvolver drogas e máquinas para cuidar da saúde tem que recuperar esse dinheiro e lucrar outros bilhões. O custo da pesquisa com jejum jamais seria reposto! O jejum só seria pesquisado seriamente num regime não capitalista. E foi, na ex-União Soviética. Infelizmente, com a entrada do capitalismo na região as pesquisas com jejum foram abandonadas. Felizmente, o livro do Thierri recuperou algumas dessas informações para nós. E, felizmente, ainda há gente ética que oferece tratamento com jejum. Há clínicas de jejum na ex-União Soviética, na Alemanha, nos Estados Unidos e em outro países.

O livro do Thierri agrega algumas descobertas recentes. Uma delas: evidência palpável de que a quimioterapia em jejum tem maior efeito terapêutico e menos efeitos colaterais. Já há pessoas tratando o câncer com quimioterapia em jejum. É fantástico! E absolutamente ignorado, até desdenhado, pela classe médica (em geral) que é educada pela indústria farmacêutica.

Desde que descobri o jejum e falo a outras pessoas do assunto vários amigos meus fizeram jejum: um casal fez 12 dias, uma amiga, 16 e outra amiga 22 dias sem comer nada, só bebendo água. Os resultados foram incríveis exceto para uma pessoa que não teve muita melhora no problema que queria tratar. Talvez não tenha feito um jejum longo o suficiente. A de 22 dias melhorou a asma em 95%, segundo ela, a endometriose em 80% e as alergias também.

Bom, vou ficando por aqui e desejando a todos, sinceramente, um péssimo apetite!

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