Desventuras em Seoul

O caminho do aeroporto até Myeong-dong fora bem tranquilo, inclusive todas as conexões e a mudança complicada em Seoul Station. (Na verdade era algo simples, era necessário sair do metrô e entrar em outra entrada, mas pra quem não entende nada de coreano, pode ser um pouco mais complicado.) Finalmente cheguei na guest house onde tinha uma reserva, um quartinho bem pequeno com um colchão fininho no chão, quase um futon. Eu larguei minhas coisas e coloquei uma mochila nas costas, com a câmera e voltei para as ruas de Seoul. Meu primeiro dia na cidade. O que fazer? Conhecer o mega ultra parque perto da guest house que estou hospedado, claro! O que, ônibus, cable car? Claro que não, eu vou andando!

1007Então foi assim que eu comecei a explorar Seoul procurando pela entrada do Namsan park. Rendeu uma bela caminhada que me fez descobrir que Seoul também tem um subterrâneo enorme, como Tokyo. Decidi ir
pela superfície mesmo, porque já havia constatado que meu gps natural não funciona lá embaixo. Após uma meia hora andando, achei uma das entradas do parque. Só que quando eu finalmente acho a subida, é tudo asfalto. Cadê as trilhas no meio do mato?

Comecei a subida, um pouco desanimado. Estava esperando algo mais… natural. À medida que andava, tirava algumas fotos interessantes, mas no geral, o passeio estava bem monótono. Porém no meio da subida eu vi uma trilha de terra meio escondida que saía da estrada principal. É claro que eu entrei nela.

1018A partir daí eu comecei a desbravar o parque no meio do mato. Vi muita coisa bonita (paisagens que renderam muitas fotos) e alguns animais também. Depois de uns 40 minutos caminhando no meio do mato, me deparei com um senhor coreano sentado numa pedra.

Ele olhou para mim com um ar de curiosidade. O grande problema, eu não sabia praticamente nada de coreano! Falei uma das poucas coisas que sei falar: Annyoung haseyo! (Quer dizer Olá) o senhor ficou surpreso e sorriu. Sem muito mais para dizer, comecei a andar de novo mas então o senhor se levantou, foi atrás de mim e me apontou algo no mato. A princípio eu não estava entendendo muito bem, mas o senhor insistia em apontar para mim e depois para o mato. Será que ele queria que eu fosse até lá? Saí da trilha e fui tentar ver o que era que o senhor queria me mostrar e acabei descobrindo um pato tomando banho no lago!

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Estava com minha Nikon e o senhor teve o trabalho de me mostrar o pato, então entrei no meio do mato pra tirar uma foto. Essa foi uma delas. Ainda cruzei com o mesmo senhor mais três vezes nas andanças pelo parque. Foi bem divertido!

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